Notícias Sociedade Brasileira de Anestesiologia lança censo para mapear o impacto da Inteligência Artificial no bloco cirúrgico leticia-santos julho 29, 2026 Compartilhe Iniciativa inédita promovida pela SBA vai avaliar a percepção, o nível de adesão tecnológica, a segurança do paciente e os desafios éticos do uso de algoritmos na rotina dos anestesiologistas. A inteligência artificial avança como uma das principais promessas para apoiar as decisões médicas nos centros cirúrgicos brasileiros. Para entender o real alcance dessa transformação, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia, por meio do Núcleo de Inovação e Empreendedorismo (NIE), lançou um censo nacional focado em mapear a percepção, o nível de conhecimento e a segurança dos anestesiologistas em relação às novas tecnologias no país.O levantamento buscará dados fundamentais sobre como os profissionais enxergam a integração dessas ferramentas no seu dia a dia. A pesquisa vai detalhar a aplicação da IA em diversas etapas do ato anestésico, da avaliação pré-anestésica ao planejamento pré-operatório, da indução à manutenção, das intercorrências intraoperatórias à recuperação e ao manejo da dor aguda, e em situações clínicas específicas, como distúrbios ácido-base, ventilação, uso de vasopressores, anestesia venosa total, ultrassonografia e patient blood management.O resultado da pesquisa permitirá que seja avaliado até que ponto os anestesiologistas enxergam as ferramentas como um recurso eficaz de suporte à decisão, capaz de aumentar a precisão e a segurança dos procedimentos. A expectativa é também entender com que frequência os profissionais conferem as respostas geradas por esses sistemas antes de incorporá-las à conduta e quantos já identificaram erros relevantes nessas ferramentas. O censo quer analisar como a comunidade anestésica percebe o papel da inteligência artificial enquanto ferramenta consultiva, garantindo que a responsabilidade final pelas condutas cirúrgicas continue integralmente sob o domínio do profissional de saúde. O caráter inédito do levantamento está em um conjunto de questões que praticamente não aparece em pesquisas internacionais: se o anestesiologista informa ao paciente quando recorre à IA, se registra esse uso no prontuário e se já inseriu informações clínicas de pacientes em plataformas de inteligência artificial. São dados que dialogam diretamente com a Lei Geral de Proteção de Dados e com os deveres previstos na nova resolução do CFM.Outro eixo central do mapeamento tem o foco nos desafios enfrentados pela categoria para a consolidação da tecnologia no Brasil. O estudo investigará preocupações relacionadas a questões éticas, à proteção de dados sensíveis conforme a legislação vigente e ao risco de os profissionais dependerem excessivamente dos sistemas automáticos. O levantamento também vai avaliar a necessidade de treinar e atualizar os anestesiologistas para que eles usem essas novas tecnologias digitais com segurança.Outro eixo central do mapeamento tem o foco nos desafios enfrentados pela categoria para a consolidação da tecnologia no Brasil. O estudo investigará preocupações relacionadas a questões éticas, à proteção de dados sensíveis conforme a legislação vigente e ao risco de os profissionais dependerem excessivamente dos sistemas automáticos. O levantamento também vai avaliar a necessidade de treinar e atualizar os médicos para que eles usem essas novas tecnologias digitais com segurança, além de verificar quantas instituições já adotaram medidas de governança, auditoria ou capacitação para a adequação à nova norma.Com o lançamento da pesquisa, a Sociedade Brasileira de Anestesiologia pretende colher subsídios para direcionar suas futuras estratégias de ensino e atualização técnica. A expectativa do setor é que os dados apurados sirvam de base para o desenvolvimento de diretrizes nacionais sobre o uso ético, responsável e centrado no paciente da inteligência artificial nos hospitais do país.Clique aqui e participe do Censo Nacional de Inteligência Artificial na Anestesiologia: Como Estamos? Navegação de Post AnteriorNota de Repúdio – A SBA manifesta seu repúdio à Resolução CFO nº 295/2026