Lesão Nervosa em Anestesia Regional – TOTW 422

O Bloqueio de Nervos Periféricos (BNP) está associado a uma série de complicações em potencial, incluindo punção vascular inadvertida e hematoma associado, dano inadvertido a outras estruturas (ex. pleura), toxicidade sistêmica por anestésico local, miotoxicidade, infecção, má-inserção ou migração de catéteres, bloqueio do local errado e lesão nervosa. Embora as lesões nervosas associadas a BNP sejam frequentemente temporárias, as consequências potenciais de longo-prazo de lesão nervosa subsequente ao BNP incluem deficits sensoriais e motores, dor neuropática e incapacidade permanente, com uma diminuição associada da qualidade de vida do paciente. A incidência estimada de lesão nervosa séria e de longo prazo relacionada a BNP é de 2 a 4/10.000 bloqueios.¹ Esta incidência é difícil de ser quantificada devido à falta de dados epidemiológicos abrangentes, sub-notificação potencial e dificuldades em atribuir causalidade. A incidência também pode variar de acordo com o tipo de bloqueio realizado. ² Este artigo tem como objetivo explorar a fisiopatologia da lesão nervosa por BNP, sugerir estratégias preventivas e oferecer uma abordagem sensata em relação ao seu tratamento.


Hiperalgesia Induzida por Opioides – TOTW 419

Os opioides têm sido administrados para fins analgésicos por milhares de anos, e, conforme a especialidade da anestesia tem se desenvolvido nos últimos 150 anos, o uso de opioides têm permanecido com uma das pedras fundamentais da nossa prática. Desde que os Sumérios e os antigos Egípcios usaram o ópio para a cura para a dor pela primeira vez, o número de opioides disponíveis para nós tem aumentado, mas o mesmo tem acontecido com um entendimento dos seus efeitos colaterais. A hiperalgesia induzida por opioides (HIO) é um desses fenômenos, e há uma compreensão crescente de sua prevalência e significância.
Neste tutorial, discutiremos a HIO, seu mecanismo proposto, relevância clínica para anestesistas, e evidências sobre estratégias para preveni-la e gerenciá-la no ambiente perioperatório.


Manejo Transfusional Perioperatório no Paciente Pediátrico – TOT 418

O manejo da hemorragia e transfusão maciça foi descrito em adultos por meio de estudos e experiência em situações de combate
militar. Demonstrou-se que o uso de torniquetes, as estratégias de reanimação com controle de danos, o uso racional e equilibrado de
transfusão sanguínea, e a terapia antifibrinolítica são fatores importantes na diminuição da mortalidade relacionada ao trauma (1). O
tratamento da hemorragia maciça em crianças é menos definido e muitas estratégias foram extrapolados a partir da literatura e
técnicas utilizadas no trauma em adultos(2). As crianças não são adultos em miniatura e estratégias baseadas em evidências
especificamente voltadas para o manejo de hemorragia e transfusão maciças em crianças devem ser utilizadas para ajudar a reduzir a
morbidade e mortalidade evitáveis(3). Essas estratégias devem incluir a conscientização dos fatores relacionados ao paciente, do risco
do procedimento, a preparação para uma potencial hemorragia em situações de alto risco, e uma terapia intraoperatória direcionada a
metas com particular ênfase na prevenção da bem descrita tríade letal (coagulopatia, acidose e hipotermia) associada à transfusão
maciça. Este tutorial apresenta uma diretriz para o manejo do quadro hemorrágico no paciente pediátrico especificamente no período
perioperatório.


Clonidina e Anestesia – ATOTW 415

Este tutorial investigará inicialmente a as propriedades farmacodinâmicas e farmacocinéticas da clonidina. The article will then cover the clinical use of clonidine in anaesthetic practice including its use in sedation, analgesia, adjunct to local anaesthetics in regional blocks and other relevant uses. Depois, o artigo vai abranger o uso clínico da clonidina na prática anestésica, incluindo seu uso na sedação, analgesia, adjuvante aos anestésicos locais em bloqueios regionais e outros usos relevantes.